domingo, 31 de maio de 2009

Cena de Amor

Caminhando, eu a vi..
Parei na tua frente como quem diz: "Bom dia"
Olhou-me de cima a baixo como quem diz: "Sai fora"
Olhei no fundo dos teus olhos como quem diz: "Te amo"
Olhou no fundo dos meus como quem diz: "Acabou"
Dei um passo pra frente como quem diz: "Não acredito"
Enrolou seus braços no meu pescoço como quem diz: "Acertou"
Passei meus braços pela tua cintura como quem diz: "Eu sei"
Olhos nos olhos, corpo com corpo.
Uma lágrima nos teus olhos como quem sente Amor.
Uma lágrima nos meus como quem sente Saudade.
Coração acelerado, pupilas dilatadas, pele arrepiada. Em ambos.
Beijei te a boca como quem diz: "Quero ficar com você pra sempre"
Correspondeu-me como quem diz: "Só depende de você"
Perna bamba, corpo mole, medo, insegurança. Em ambos.
Afastou-se de mim como quem diz: "Não posso"
Tentei novamente como quem diz: "Eu preciso de você"
Afastou-se com um empurrão como quem diz: "Adeus"
Caí em lágrimas e afundei em desespero.
Puchei o teu braço como quem diz: "Perdão"
Soltou-se de mim, e foi embora.
Caí de joelhos como se nada mais fizesse sentido.
Perdi a mulher da minha vida.
Levantei-me, virei na direção contrária.
Levantei a cabeça e fui embora.
Na direção do nada, como quem diz: "Perdi a mulher que eu tanto amava"

segunda-feira, 25 de maio de 2009

"Dor que desatina sem doer"

E a tristeza mais uma vez,
Nem avisa nem bate na porta,
Simplesmente entra e me acorda,
De um sonho lindo que eu queria viver.

Porquê que ela não me esquece?
Sai de mim de uma vez e padece.
Porque comigo e não com ela?
Porquê que eu sou tão bobo,
E ela, tão bela?

Nada de interessante isso me acrescenta,
Mas é um sentimento tão forte,
Meu corpo não se aguenta.
Ela é tão lindo, tão apaixonante.
Eu a quis, eu a quero, agora e a todo instante.

Me despeço, com essas palavras meio bêbadas,
De um cara que só fala o que sente,
De um grande seguidor de Camões,
Com um "contentamento descontente."

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Quem sabe?

Pra minha saudade terrível
Um pouco de você me faria bem.
Quem sabe um pouco da sua voz,
Aquela que me chamava de "meu neném"?

Pra minha traumatizada consciência,
Um pouco de você me tornaria mais descente.
Quem sabe um pouco do seu carinho,
Aquele que me curava quando eu estava doente?

Pro buraco cravado no peito
Um pouco de você me deixaria com menos medo
Quem sabe um pouco daquele abraço
Que infelizmente acabou muito cedo?

Pra minha solidão infinda
Um pouco de você curaria minhas feridas,
Quem sabe um pouco de você,
Que pra sempre será, o amor eterno da minha vida?

Dedicado ao amor eterno da minha vida.