No quarto trancado,
O cheiro da solidão entranhava nas suas narinas,
E ardia. Ardia.
Ardia como arde o fogo.
O fogo que queima o baseado na boca.
O fogo que ateou na cortina do quarto.
A morte corria sua pele,
Como antes corria uma língua.
E os arrepios que outrora eram desejo,
Naquele momento se tornaram prelúdio,
E o suor do corpo, se mistura às suas lágrimas.
E o que resta ainda é dor, e solidão.
Seus gritos nem são mais ouvidos.
E o desejo súbito de se parar o coração.
A vontade rasga tua carne.
As tuas feridas jamais cicatrizarão.
Porquê não estão na carne. São de alma.
E a tua morte, é a solução.
A morte sofrida, com dor, como foi tua vida.
O fogo já secava as lágrimas,
E o corpo já não tinha mais o que suar.
Os teus pêlos já não existem.
Os teus olhos já não enxergam.
Queima, queima aos poucos.
Queima, como se queimou os teus amores.
Queima, como se queima as tuas lembranças.
Queima, como se queria queimar a dor.
Queima. Queima. Queima. Queima.
Sua pele distorcida,
Teu rosto irreconhecível.
Tentativas, em vão, de suspiros desesperados.
O momento mais feliz da sua vida.
O fim de todas as suas dores.
A dor do fogo, era menos dor, que a dor do amor.
E então chega a morte. Vestida de preto.
A silhueta de uma mulher. Da sua mulher.
Era a morte. Cruel. Assassina. Era ela.
Já não havia mais lágrimas. Já não havia mais dor.
Já não havia mais vida.
Arte do Pensamento começou como um lugar de coisas que não seriam ditas pessoalmente, e nem compartilhadas. Talvez pelo medo de que achassem meio louco. Vem, desde o ano de 2008 com ar bem sutil de um escritor anônimo. Hoje contempla poemas, em vez dos pensamentos de um garoto louco encorajado pelo álcool.
terça-feira, 26 de março de 2013
segunda-feira, 25 de março de 2013
Reflexão
Não me prometa nada,
eu vivo um dia de cada vez,
só tenho memória recente. Sobre ontem, pouco lembro,
sei que fui dormir
e, antes,
conferi se todas as portas estavam trancadas
e, se eu estava feliz.
Também sei que ainda era cedo, e que fazia muito frio.
Mas, sim, eu estava feliz. Vou deixar apenas a luz do abajur acesa,
e o seu cd de jazz tocando bem baixinho,
para que eu escute como foi seu dia,
e o que você gosta de ler. Não é que eu não goste de me expor,
mas a semana passada,
já faz muito tempo pra mim. Mas, se te interessa saber,
meu coração está desocupado,
e eu gosto quando você me abraça forte. Não basta um amor
Que apenas
Nos acenda Quando
nos amamos,
ascendemos... Talvez, isto seja o suficiente,
para que você chegue mais perto e conviva,
sem se incomodar,
com o silêncio que eu carrego nos olhos...
Mas, sim, eu estava feliz. Vou deixar apenas a luz do abajur acesa,
e o seu cd de jazz tocando bem baixinho,
para que eu escute como foi seu dia,
e o que você gosta de ler. Não é que eu não goste de me expor,
mas a semana passada,
já faz muito tempo pra mim. Mas, se te interessa saber,
meu coração está desocupado,
e eu gosto quando você me abraça forte. Não basta um amor
Que apenas
Nos acenda Quando
nos amamos,
ascendemos... Talvez, isto seja o suficiente,
para que você chegue mais perto e conviva,
sem se incomodar,
com o silêncio que eu carrego nos olhos...
Escrito pela minha amiga Sílvia Azevedo
segunda-feira, 11 de março de 2013
Por dentro
Sou daqueles que acredita que toda pessoa vem a Terra com uma missão. Umas mais fáceis, outras mais difíceis, mas a pior de todas é sempre a sua. Creio também, que tudo que é colocado na sua vida, é com o intuito de fazer você superar. Você pode ser fraco e chamar aquilo de impedimento. E você pode optar por ser forte, e chamar aquilo de obstáculo superado. Pode ser clichê dizer isso, mas é a única opinião que eu consegui formar depois de passar por tudo que o destino me reservou. Você não é do tamanho dos seus sonhos. Você é do tamanho dos obstáculos que você venceu. E, sendo assim, só posso concluir que eu sou grande. Que eu sou forte. E que eu venci e vou vencer sempre, com dignidade, honestidade e respeito pelo próximo. Independente do que qualquer pessoa diga ou pense a meu respeito. Quando você vê um sorriso no meu rosto (o que não é muito raro de acontecer) por trás de todo esse sorriso tem saudade, tem dor, tem a morte que está sempre presente na minha vida. Mas eu sorrio sempre, e não transpareço nada além de alegria, felicidade e contentamento com a vida. E você sabe porquê? Porquê eu sou forte. Eu nasci forte. Eu aprendi a ser forte. Eu fui forjado no vale da morte, e não me esqueci como se vive. Porquê eu sou do tamanho dos meus obstáculos e nada nem ninguém vai me derrubar.
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