
22/07/2007. Domingo. A notícia. O alívio. O início de uma tristeza profunda, oculta por palavras e expressões de indiferença.
Ninguém continua vivendo e toca a vida normalmente depois de perder alguém tão importante.
Um senhor de 40 anos, perder a mãe que estava com seus 73 anos é algo natural. As pessoas crescem e aprendem que este é o script normal da vida. Assim como essas pessoas, eu não esperava que comigo seria diferente. Afinal, porquê não seguir o script? Um cara de 18 anos, ver a sua mãe doente, incurável, sabendo que ela está caminhando na direnção contrária e não poder fazer nada é um tanto irônico.
Justamente na idade onde agente pensa que pode tudo, alguém me ensina, pela dor, que agente aqui não pode nada. Que nada é tão grande quanto a vontade divina. E que as coisas acontecem, não como você pede, não como você gostaria, mas como elas têm que acontecer.
Um ano sentindo a sua falta, mãe.
É muito ruim. É triste.
Chorar trancafiado num quarto, e depois sair como se nada tivesse acontecido.
Lembrar das suas vontades, ir pra macacos, andar de trem em São João Del Rey.
Olhar pra sua foto, e lembrar da nossa última dança. Você tava linda!
22/07/2008. 1 ano. Bissexto.
Sempre é difícil viver sem o que se ama e com certeza sua mae nunca deixou de esquecer vc, e ela deixou uma marca na sua vida q vc jamais mudaria..
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Obrigada por fazer parte da minha vida, e por fazer todos esses minutos os mais felizes de minha vida.
amo mto vc!!!
Leticia Arpini - Igor