Mocinha...
Menina faminta,
de cabelo escorrido,
de gestos infantis,
de careta sem graça,
tão meiga, tão pura,
sozinha...
Percebo-a - embora não sinta -
inquieta, de alma e de corpos sofridos,
alerta e vigilante,
como as feras nos covis.
Olho-a...e num repente
desejo-a como o caçador deseja a caça.
Mas transcendo o concreto
de seu corpo esquálido,
penetro fundo, bem fundo,
pelo atalho de seu olhar desconfiado,
para descobrir a nobreza e a candura
de uma - outrora - Rainha!
Ah! Mocinha!
Ah! Criança faminta,
de cabelos escorridos!
Atenta para o lúgubre matiz
desta tua vivência devassa!
Ouça meu olhar!
Ouça!
Avança destemida pelo âmago
do teu Ser vivido - vá fundo!
Está lá, no Sagrado Templo,
a história do teu destino real
que eu profetizo aqui:
"Eu te saúdo
Ó faminta e esquálida Mocinha!
Eu te saúdo
Ó antiga e doce Rainha!
Eu te saúdo
Ó futura e magnânima
Divindade!
Lindas as coisas q vc escreve. Eu gostaria de ser dona de um amor no seu coração.
ResponderExcluirhahahaha..anonimamente, impossível! ehauehauhaua..e lembre-se, quando se tem belas palavras, provavelmente, se tem um péssimo coraçao!
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