Enfim, eu acordei.
Estava eu, dentro de um túnel. No escuro.
E no escuro eu vi tua forma,
Pintada e desenhada em um muro.
Que fechava o saída do túnel.
Que era lindo. Mas era escuro.
Havia nele uma triste presença de alguém que se foi.
Mas ao tentar falar-te o quanto eu sinto por tudo,
Me lembrava a terrível voz da verdade.
A minha preta tão amada, era só uma imagem no muro. No escuro.
No ar que eu tentava, aos suspiros fortes, respirar.
Eu encontrava o teu cheiro tão gostoso de cheirar.
Mas a terrível e cruel voz da verdade,
Não teve dó, nem piedade, e sequer eufemismo usou.
Ao mostrar-me que o teu cheiro não era cheiro, era fedor.
Mas de quem é essa voz,
Que tanto se esforça pra dizer.
Que o melhor pra minha vida é ficar longe de você?
Foi então que aos prantos eu caí.
Ao notar que aquela voz,
Era a tua voz.
E que eras você que dizia as verdades,
E que, sim, eram todas verdades.