E naquele momento você chegou.
Como me doía a dor da perda,
Como me batia a saudade inconsolável,
Como era difícil seguir vivendo,
Mas tu, criatura, estavas lá.
Me foi a calma, naquele instante.
Me foi o abraço e as palavras certas.
Me foi a razão de vários dos dias,
E se fez a minha musa.
De forma única tocou me o peito.
Gravou teu nome na minh'alma.
Teus beijos, tuas carícias,
E tudo o mais que eu não quero que acabe.
Estão gravados como a tua imagem em mim.
Porém, pérfida criatura!
Tu não te preocupastes com o futuro.
E num dia me chega com a notícia,
Que, assim como eras a minha musa,
Tinhas o teu muso, e não era eu.