Ve como cai a chuva, forte, dentro da noite tão fria?
É que não há sol nem dia, pra este poeta sem norte.
Vê como cai a chuva fria, causando desgraça e morte?
É que amor neguei, a sorte, a este poeta sem alegria.
Vê, ingrata, as poças d'água?
É o pranto e a mágoa desse poeta que chora.
Vê o trovão ameaçador ou o raio destruidor?
É a paixão, poeta, que te devora.