segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Disfarce da tristeza

Desperta um pouco inchado.
Tristeza plantada na cara,
Cara de choro enxugado.
Porém,
De riso fácil e expressão serene.
Invejável bom humor.
Vê só o lado bom de tudo,
Sempre algo divertido a dizer.
É que no fundo, dá vergonha.
A intenção é esconder
A realidade insana
Que insiste em viver
È fácil sorrir da boca pra fora
Embora,
Todos os dias antes de dormir, chora!
Chora quando acorda. Chora no banho.
E quase sempre que fica sozinho.
Nessas horas se percebe,
O quão gostoso pode ser,
O abraço de uma almofada ou de um travesseiro.
Na cabeça as cenas do filme da vida,
E dos romances que não foram felizes para sempre.
No coração, o desespero!
E a única certeza, te consome a alma.
Chora. Chora bastante. Mas passa.
Ao final, um café bem forte e sem açúcar.
Uma encarada no espelho, e
Talvez um tapa no seu próprio rosto,
E outro banho!
É que o disfarce da tristeza,
É a alegria espalhafatosa e exagerada.
Em cada piada, uma lágrima,
Era tão, mas tão cedo...
Foi-se a mãe, foi-se o pai,
Ficou-se o medo.
Porquê foi-se tudo que, um dia, amou.
É o medo de amar de novo.
O medo de amar como os amou.

Um comentário: