sábado, 14 de fevereiro de 2009

Ousadia



Como ousa?
Chegar assim tão de repente e tirar-me do meu mar de solidão?
Como ousa?
Entrar na minha vida triste e fazer de mim um cara tão feliz?
Como ousa?
Com um simples e misterioso olhar, fazer com que eu volte a acreditar em fadas?
Como ousa?
Tirar-me do meu estado de depressão profunda, e deixar-me apaixonado, pensando em flores?

Sabe? Agora você me faz sentir medo.
E quando eu tava no fundo do poço, isso não existia.
Eu prefiro viver afundado em solidão,
E ter a certeza de que a vida não pode piorar.
Do que estar aqui com você,
Tão feliz, tão crente, tão esperançoso,
E ter medo de que você parta,
E que minha vida volte a ser como antes.

Me deixa vai! Vá embora!
Eu quero tanto estar no fundo do poço.
Traz de volta a minha certeza.
Eu não gosto de ter medo, e eu não quero que você me deixe mais.

Inconstante.É assim que me você me faz ficar.
Eu quero que você vá, quero você fique.
Eu quero que tudo volte a ser como antes.
Eu não quero curar minha ferida.
Quero lembrar pra sempre dela,
Mas quero que seja como se ela nunca tivesse existido!

Kaju Nogueira - 14/02/2009 - Inspirado por um anjo.

domingo, 8 de fevereiro de 2009



Na jaula da vida, e tem gente que ainda tema em achar que é livre.
A liberdade sempre foi a maior utopia criada pelo ser humano. Ninguém nunca foi livre, ninguém nunca será livre. A luta pela liberdade existe a mais de 10 mil anos, e o que conseguimos até hoje?
A cada dia que passa as pessoas se trancam mais e mais dentro das suas próprias casas. A evolução está nos levando ao individualismo.

E cadê a liberdade?

Liberdade é libertinagem. E a libertinagem é cabível de punição.

Mas isso que eu to falando, todo mundo sabe. As pessoas tentam se enganar, mentem pra si mesmas. Mas todo mundo sabe o quanto são livres, e sabem, que na realidade, não era nada daquilo que queriam.
Algumas analogias são gritadas na nossa cara. Tá escrito nas páginas do livro que orienta e dá origem a todos os acontecimentos desse mundo.
Como já foi dito um dia, "Nós somos cobaias de Deus". Como ratos de laboratório. Alguém está nos observando e fazendo anotações de como a gente destrói recursos vitais, de como a gente se auto destrói, de como a gente destrói organizações, de como a gente caminha em direção ao fim.

Um dia, quando o grande cientista não quiser mais estudar a gente, nós seremos livres. Irão nos tirar dessa jaula imunda, e aí sim, nós ganharemos  a liberdade. Preocupante talvez.

Pássaros que nascem e são criados em gaiolas, ao serem libertados, não sabem lhe dar com isso e acabam morrendo.

Nós seremos como os pássaros? Ou ao mesmo tempo que nos osberva, o grande cientista nos ensina a viver com a verdadeira liberdade? E a gente, vai querer arriscar? Ele vai querer arriscar? Será que nós chegaremos até lá? Será que esse momento, um dia, vai chegar?

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Coragem

Ás vezes eu tenho medo.
Medo de que tudo o que dizem ser verdade.
Medo de deixar transparecer quem eu realmente sou.
Medo de não conseguir convencer eu mesmo do que sou.
Medo de olhar pra frente e não enxergar mais nada.
Medo do meu caminho terminar ali. Medo de não ter mais luz.
Medo de não ter mais ela. Medo da minha vida perder a razão.
Medo das minhas responsabilidades.
Medo das minhas irresponsabilidades.
Medo dos meus olhares sem qualquer direção.
Medo da direção.
Medo das minhas lágrimas parecerem reais.
Medo das minhas lágrimas não convencerem ninguém.
Medo de não ter mais amigos.
Medo dos meus amigos.
Medo do que pode ser a realidade.
Medo do que pode não ser fantasia.
Medo dos meus sonhos e de onde eles podem me levar.
Medo de não sonhar.
Medo de amar e de não ser amado.
Medo de ser amado e não poder amar.
Medo do meu coração e das peças que ele poderia me pregar.
Medo dele continuar frio e duro, incapaz de se manifestar.
Medo da querência, da vivência, e da mentira.
Medo do descaso, da vida de verdade.
Medo do acaso.
Medo do que a minha mente pode planejar.
Medo da solidão e de quem pode me machucar.
Medo do que vocês são capazes de fazer comigo.
Medo do que eu sou capaz de fazer com todos.
Medo de acreditar em tudo que penso e escrevo.
Medo de convencê-los das bobagens que escrevo.
Medo de ter medo demais. Medo de não ter medo.
Medo de, pensando em tudo isso, tenha medo de levantar da cama. 
Medo de ter medo de viver. Medo de ter medo de arriscar.
Medo de estar fazendo errado.
São tantos medos que eu simplesmente me deixo errar. São tantos medos, de tantas coisas erradas e de tão poucos acertos. E a gente chega numa fácil e cômoda conclusão. Que mal tem errar? Que mal tem em ter medo?

[b]"O medo de tudo é aceitável, quando você não conhece o seu futuro"[/b]

Kaju Nogueira