segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Coragem

Ás vezes eu tenho medo.
Medo de que tudo o que dizem ser verdade.
Medo de deixar transparecer quem eu realmente sou.
Medo de não conseguir convencer eu mesmo do que sou.
Medo de olhar pra frente e não enxergar mais nada.
Medo do meu caminho terminar ali. Medo de não ter mais luz.
Medo de não ter mais ela. Medo da minha vida perder a razão.
Medo das minhas responsabilidades.
Medo das minhas irresponsabilidades.
Medo dos meus olhares sem qualquer direção.
Medo da direção.
Medo das minhas lágrimas parecerem reais.
Medo das minhas lágrimas não convencerem ninguém.
Medo de não ter mais amigos.
Medo dos meus amigos.
Medo do que pode ser a realidade.
Medo do que pode não ser fantasia.
Medo dos meus sonhos e de onde eles podem me levar.
Medo de não sonhar.
Medo de amar e de não ser amado.
Medo de ser amado e não poder amar.
Medo do meu coração e das peças que ele poderia me pregar.
Medo dele continuar frio e duro, incapaz de se manifestar.
Medo da querência, da vivência, e da mentira.
Medo do descaso, da vida de verdade.
Medo do acaso.
Medo do que a minha mente pode planejar.
Medo da solidão e de quem pode me machucar.
Medo do que vocês são capazes de fazer comigo.
Medo do que eu sou capaz de fazer com todos.
Medo de acreditar em tudo que penso e escrevo.
Medo de convencê-los das bobagens que escrevo.
Medo de ter medo demais. Medo de não ter medo.
Medo de, pensando em tudo isso, tenha medo de levantar da cama. 
Medo de ter medo de viver. Medo de ter medo de arriscar.
Medo de estar fazendo errado.
São tantos medos que eu simplesmente me deixo errar. São tantos medos, de tantas coisas erradas e de tão poucos acertos. E a gente chega numa fácil e cômoda conclusão. Que mal tem errar? Que mal tem em ter medo?

[b]"O medo de tudo é aceitável, quando você não conhece o seu futuro"[/b]

Kaju Nogueira

Nenhum comentário:

Postar um comentário